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Normalização: diferencial competitivo para o setor de vestuário
Por Alexandre G. Melo


Vivemos um momento de acirrada competição no segmento de vestuário brasileiro. O numero cada vez mais crescente de empresas, com um crescimento anual médio de 5,5% de unidades instaladas e aumento médio da produção anual de 4,8%, além do crescimento das importações, principalmente de produtos provenientes da China, acabam por levar empresários do setor a uma verdadeira guerra de preços, comprometendo suas margens de lucro e a saúde financeira de seus negócios.

Segundo dados do IEMI, no Brasil existem mais de 21.000 unidades fabris instaladas, sendo que Cerca de 96% destas unidades são de pequeno e médio porte, com uma produção de cerca de 5 bilhões de peças por ano. Estamos entre os dez maiores produtores de vestuário mundial, porém nossa participação no comércio exterior ainda é muito pequena, ocupando apenas a 69ª posição entre os maiores exportadores de vestuário.

Parte desta pequena participação no mercado externo se deve à grande capacidade produtiva da China, que responde por quase 47% da produção mundial de vestuário a um custo baixíssimo, agregada à falta de incentivos fiscais do governo brasileiro, que encarecem nossos produtos, e a quantidade reduzida de empresas aptas a atender as exigências de qualidade e pontualidade no exterior, inclusive no que diz respeito à adequação às normas técnicas.

Neste cenário tão concorrido, a normalização aparece como uma forma de agregar valor ao produto e à organização, gerando um diferencial através da inovação e da qualidade, trazendo benefícios duradouros às empresas.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é a entidade responsável pela elaboração de normas pertinentes a diversos setores, entre eles os setores têxtil e vestuário.
As normas técnicas contribuem para o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva têxtil e de confecção, garantindo produtos e serviços mais eficientes e seguros.

A normalização tem como objetivos principais proporcionar economia às empresas, reduzindo variedades de produtos e procedimentos, promover uma comunicação eficaz entre fornecedores e clientes e prover meios eficazes para o consumidor aferir a qualidade.

Entres os benefícios para a industria, podemos destacar:
• O uso adequado dos recursos;
• Padronização do processo produtivos;
• Qualificação da mão de obra;
• Aumento da produtividade;
• Melhoria da Qualidade;
• Controle de Processos.

Trata-se também de um importante argumento de vendas que pode ser explorado tanto no mercado interno quanto externo, agregando valor ao produto final.

A normalização também contribui para regular a importação de produtos que não estejam em conformidade com as normas do país importador, garantindo igualdade de condições entre os fabricantes.

Diversas instituições, como IPT e Senai que realizam testes laboratoriais baseados nas normas ABNT, Sebrae que viabiliza em parceria com a ABNT a distribuição de normas para confecção à custos reduzidos, além das entidades que compõem o ABNT/CB-17 – Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário, tem contribuído para tornar a normalização uma realidade para o segmento de vestuário brasileiro. Entre as ações mais recentes, destacam-se as normas para meias e medidas para vestuário infantil (15.525/15.800 já concluídas) e masculino (em andamento), desempenho para uniformes escolares (15.778), além da atualização das normas NBR com o conteúdo da ISO – International Organization for Standardization, garantindo que um produto certificado aqui tenha os mesmos padrões adotados no exterior.

Por fim, inovação e qualidade são diferenciais imprescindíveis às organizações que buscam melhorar sua produtividade, agregando valor ao produto e à empresa como um todo, e a normalização pode contribuir para que estes objetivos sejam alcançados.

Alexandre Gonçalves de Melo é formado em Tecnologia de Gestão dos Processos Produtivos do Vestuário pela Faculdade Senai de São Paulo, sócio diretor da Parra e Melo Solutions, empresa de consultoria de gestão industrial do vestuário e diretor de Depto de Tecnologia do IBV – Instituto Brasileiro do Vestuário, da Abravest.
Contato: alexandre@parraemelo.com.br / alexandre@abravest.org.br


Qualidade Garantida para Confeccionistas de Manaus

No último dia 15 de Julho de 2010, Alexandre G. de Melo, diretor da Parra e Melo Solutions e do Departamento de Tecnologia Industrial da Abravest/IBV, apresentou para as micro e pequenas empresas de vestuário do Estado do Amazonas o Programa de Qualidade Abravest, com o apoio do Sebrae/AM, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/AM) e do Sindicato das Industrias de Confecções de Roupas e Chapéus do Amazonas (Sindiconf).

O Programa de Qualidade Abravest é uma prestação de serviço para qualificação da industria de confecção brasileira com o objetivo de capacitar as empresas para oferecerem um produto de qualidade, em conformidade com as normas ABNT vigentes, a um custo competitivo, beneficiando toda a cadeia produtiva e de distribuição e principalmente o consumidor final.

O objetivo do programa é de atestar a qualidade dos produtos confeccionados pelas empresas de acordo com os padrões estabelecidos pelas normas ABNT, através de laudos técnicos e laboratoriais. As empresas aprovadas, terão o Selo de Qualidade Abravest em seus produtos e terão suas marcas divulgadas em um espaço no portal da Abravest para divulgação de empresas que produzem com qualidade.

Para maiores informações, entre em contato com o Departamento de Tecnologia Industrial da Abravest através do email alexandre@abravest.org.br


Cursos in Company

O IBV – Instituto Brasileiro do Vestuário – coloca à disposição da industria de vestuário cursos In Company na área técnica/produção. O consultor vai até a empresa e aplica o treinamento para um grupo de colaboradores no próprio ambiente de trabalho.
PPCP - Planejamento, Programação e Controle de Produção (16h)
Cronoanálise aplicada à industria do vestuário (8h)
Apuração de custos e produtividade na Industria do Vestuário (8h)
Etiquetagem de Artigos Têxteis - Interpretação didática da NBR ISO 3758/2010 e Resolução do Conmetro. (8h)
Etiquetagem de Tamanho de Meias - Interpretação didática NBR 15.525/2007 (4h)
Como se adequar às normas de padronização de medidas (4h)
Para maiores informações, entre em contato com o IBV através do tel.: 2909-1064 ou pelo email alexandre@abravest.org.br


Brasil terá preferência em licitações

O Congresso Nacional finalizou, no fim de novembro, a apreciação da Medida Provisória (MP) 495 que, entre outros assuntos, cria margem de preferência nas licitações públicas para produtos e serviços brasileiros. Esta margem poderá chegar até 25% sobre os preços dos produtos os importados.

A decisão quanto ao índice a ser aplicado – que pode variar entre 10%, 15% ou 25% – será tomada mediante estudos que o governo fará com base na geração de emprego e renda, no aumento da arrecadação de impostos e no desenvolvimento e inovação tecnológicos no Brasil proporcionados pelo benefício. O índice poderá ser diferenciado por tipo de produto ou serviço ou grupos deles. “É uma grande vitória do setor produtivo do Brasil que, diante de tantas assimetrias concorrenciais com outros países, conquistou o justo reconhecimento de ser diferenciado nas concorrências públicas. É uma maneira do governo se redimir quanto à enorme carga tributária que diminui a nossa competitividade” declara Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT.
Apoio e transparência
Levada ao governo pela ABIT, em diferentes reuniões com o executivo e legislativo, a proposta recebeu o apoio de várias entidades setoriais, o que deu força para que o governo aprovasse e adotasse esta medida como maneira de compensar, mesmo que de forma parcial, as desvantagens competitivas dos fabricantes brasileiros comparativamente aos seus concorrentes estrangeiros.
Para garantir maior transparência, o relator Severiano Alves incluiu no texto a obrigatoriedade de divulgação anual, pela internet, da relação de empresas favorecidas com a aplicação da preferência. A MP incluiu as microempresas e empresas de pequeno porte de base tecnológica entre as que terão preferência adicional na compra de bens e serviços pelo Poder Público e pelas fundações de apoio à pesquisa e ao ensino, contanto que essas empresas tenham surgido no ambiente das instituições científicas e tecnológicas (incubadas).
Fonte: Redação – O Confeccionista

 

   

Tecido auxilia na microcirculação sanguínea

Um estudo científico realizado por um centro de tecnologia cosmética comprovou a eficácia prometida pelo Denim Therapy, um dos destaques da coleção Inverno 2011 da Tavex Corporation. Lançado recentemente, o denim incorpora a tecnologia de biocerâmica, um complexo criado mediante a combinação de vários óxidos metálicos que produzem uma série de vantagens fisiológicas entre elas, ajudando na microcirculação sanguínea.
A avaliação, realizada pelo Kosmoscience Ciência & Tecnologia Cosmética, teve como objetivo avaliar a ação do produto por meio do uso diário de calças confeccionadas com o denim. As peças utilizadas no estudo foram feitas de modo bipartido, ou seja, com um dos lados produzido com o denim ativo, e o outro lado, com um tecido placebo. As roupas foram usadas por voluntários em um período de 30 dias.
Comportamento corporal
Após o período de testes, os dados mostraram que 88% dos voluntários tiveram aumento significativo na temperatura corporal das partes em contato com o Denim Therapy. Além disso, cerca de 80% dos participantes perceberam a redução de inchaço com a utilização da calça. A eficácia do tecido foi percebida também na melhoria da aparência geral da pele, sensação de bem-estar e conforto das pessoas avaliadas.
A tecnologia aplicada traduz-se no desenvolvimento de tecidos de alta performance, contemplando benefícios que atualmente são procurados por consumidores cada vez mais exigentes. “O Denim Therapy é parte de uma filosofia da Tavex de desenvolver tecidos tecnológicos que trazem efeitos benéficos ao organismo, especialmente relacionados à sensação de bem-estar”, afirma Maria José Orione, Gerente de Marketing da companhia. “O primeiro artigo sob essa filosofia é o Balance, lançado em julho de 2010, durante a Premiere Brasil. A tecnologia da biocerâmica incorporada ao denim, traz esses benefícios para a roupa de uso diário, influenciando na ativação da circulação sanguínea, entre outras qualidades”, resume.
Biocerâmica
O complexo de biocerâmica consiste em uma combinação de vários óxidos metálicos que, depois de aquecidos, adquirem a propriedade de captar os raios solares e o calor do corpo humano e convertê-los em raios infravermelhos. As partes em contato com o material reagem a este estímulo com a dilatação dos vasos sanguíneos, efeito que produz conforto térmico. Aplicada ao denim, a tecnologia também é capaz de melhorar a eliminação de toxinas, ampliar a energia corporal, facilitar as trocas celulares e produzir uma melhor oxigenação e senso de equilíbrio.
Fonte: Redação – O Confeccionista


 

Investimento será maior em 2011, diz CNI

A pesquisa Investimentos na Indústria, divulgada hoje, 22, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou que 89,6% das companhias investiram em 2010 e 92% pretendem investir em 2011. Foram consultadas 454 empresas brasileiras de todos os setores industriais. O investimento médio por empresa em 2010 atingiu R$ 6,344 milhões, uma expansão de 80% ante os R$ 3,526 milhões verificados em 2009. Para 2011, a expectativa é de que essa média continue avançando e chegue a R$ 6,798 milhões.
No levantamento, realizado de 4 de outubro a 12 de novembro em todo o País, 77,8% das indústrias consultadas afirmaram que seus investimentos em 2011 serão voltados principalmente ou exclusivamente para o mercado interno. De acordo com a pesquisa, 90,1% das companhias pretendem comprar máquinas equipamentos no ano que vem. Para 61,3% deste universo de empresas, tal aquisição será maior em 2011 do que em 2010.
Fonte: Agência Estado


27/04/2010 - NF-e: como será para as fábricas de confecção

A emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e) para empresas de vestuário será obrigatória a partir do dia 1º de julho. Fábricas de confecção de todos os portes já estão atentas à adoção de soluções capazes de automatizar a geração de documentos em conformidade com o fisco. Essa medida visa reduzir a burocracia na conferência dos dados fiscais pela Receita Federal e deve facilitar a vida de todos os contribuintes, tanto vendedores como compradores.

O processo de emissão de notas eletrônicas ajuda a reduzir custos com impressão e envio de documentos fiscais, além de facilitar a gestão pelo fisco de informações sobre as operações comerciais, com dados mais completos que ampliam a confiabilidade da nota e dificultam a sonegação de impostos. Para ter acesso a esses e outros benefícios e evitar multas da Receita Federal, é muito importante que confecções implantem as tecnologias corretas para a geração eletrônica desses documentos.

Atualmente há aplicativos ERP e outros softwares de gestão capazes de combinar recursos voltados ao gerenciamento operacional da fábrica com a geração de notas fiscais eletrônicas nas vendas para o varejo. No caso da vertical de moda e vestuário, contudo, o extenso volume de documentos emitidos por alguns fabricantes – chegando a 40 mil notas por mês – demanda que esses aplicativos contenham recursos para agilizar a emissão eletrônica da nota.

Nesse sentido, uma importante vantagem é a geração da NF-e de forma integrada ao ERP, em ambiente online e em sintonia direta com os servidores da Receita Federal. Trata-se de um modelo diferente do convencional, em que o software de gestão é complementado por outro programa da Receita Federal, que funciona como exportador de dados para os servidores do órgão. Esse processo, no entanto, é mais lento do que o modelo de emissão integrada, e traz algumas dificuldades para suprir a demanda das grandes confecções por uma obtenção mais rápida da nota fiscal.

A emissão da NF-e dentro do ERP conta ainda com outro quesito fundamental para confecções e outros segmentos: a disponibilidade permanente da rede para o usuário. Em uma fábrica que emite centenas de notas fiscais todos os dias, a queda da conexão aos servidores da Receita Federal traria prejuízos de grandes proporções nas operações de venda, uma vez que a emissão eletrônica será obrigatória.

A segurança é outro cuidado a ser tomado. Solicitações online à Receita Federal, como no caso da NF-e, exigem a inserção de uma chave de acesso. Para garantir a proteção da assinatura digital de confecções e outras empresas, é importante que o ERP seja instalado em um ambiente estruturado segundo um modelo conhecido como “server side”. Baseado em apenas um ponto de acesso à internet compartilhado em um mesmo ambiente corporativo, esse recurso permite o uso de uma única chave de segurança instalada no servidor interno, com acesso restrito a usuários autorizados.

Diferente do modelo tradicional, em que cada estação de trabalho conta com uma senha específica, o “server side” impede o uso da chave de segurança compartilhada para assinar digitalmente documentos em nome da empresa sem prévia autorização, evitando fraudes. Para gerar a NF-e dentro desse modelo de proteção da assinatura digital, deve-se permitir a inserção automática da chave. Assim, nenhuma restrição interna irá impedir o atendimento às normas do fisco, sem prejuízos à segurança dos dados.

Finalmente, um fator decisivo para a plena adaptação do setor confeccionista à NF-e é a facilidade de uso do aplicativo. Seja para moda e vestuário ou outras verticais, ERPs com emissão eletrônica integrada da nota fiscal precisam ter recursos adequados a um perfil de usuário ainda pouco habituado com tecnologias de gestão – antes consideradas pouco acessíveis a pequenas e médias empresas, responsáveis por mais de 80% do mercado brasileiro de confecção. É importante também que o software elimine etapas do processo de geração da NF-e, tornando mais simples a sua operação.

Não são poucos os detalhes a serem considerados por fábricas de confecção antes de reunir os recursos técnicos necessários para emitir a nota fiscal eletrônica. Contudo, ao prestarmos atenção a pelo menos alguns dos cuidados apontados, é possível simplificar esse processo, evitando que a adaptação às novas normas do fisco seja mais demorada e dispendiosa do que o necessário.

Fonte: Site Investimentos e Notícias


 

20/01/2010 - PARRA E MELO SOLUTIONS OBTÉM CERTIFICADO MILLENNIUM NETWORK

 

Pensando sempre em oferecer aos seus clientes o máximo em soluções para o desenvolvimento da industria de confecção no Brasil, a Parra e Melo Solutions tornou-se o mais novo canal de negócios do melhor sistema para a industria e varejo de vestuário, obtendo em Dezembro de 2009 o Selo de Canal Certificado Millennium Network.

 

O selo atesta a empresa como excelência em conhecimento do novo produto da Millennium, Millennium Basic, voltado para pequenas e médias empresas, qualificando-nos na prestação de serviços em implantação e treinamento no novo sistema

 

 

Empresa Certificada Millenium Network

 

 

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